terça-feira, 13 de maio de 2014

Exames bioquímicos nos Bancos de sangue

Você sabe o que acontece com o sangue depois que ele é doado? Como saber se podemos confiar no sangue recebido por meio de uma transfusão sanguínea?
A constituição federal, por meio da LEI 7649, estabelece a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores de sangue bem como a realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando a prevenir a propagação de doenças, e dá outras providências. (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7649.htm).

Alguns exames laboratoriais são obrigatórios no Bancos de sangue presentes nos Hemocentros de todo o país. Dentre esses exames estão:
TRIAGEM SOROLÓGICA:
  1. Hepatite B;
  2. Hepatite C;
  3. Sífilis;
  4. Doença de Chagas;
  5. AIDS;
  6. HTLV I/II
IMUNOHEMATOLOGIA:
  1. Determinação do Tipo sanguíneos;
  2. Pesquisa de anticorpos irregulares.
Esses testes são realizados a cada doação e o doador tem direito a receber os resultados.
É importante ressaltar que, um eventual resultado positivo para as doenças, não garante que o doador está doente, devido a possibilidade de um falso positivo. Daí a importância de uma recoleta para nova avaliação do doador.

Segue um vídeo que mostra o processo,  desde a coleta do sangue, até o momento em que ele está pronto para transfusão. O vídeo se passa no Hospital Albert Einstein em São Paulo.

Nas próximas publicações, mostrarei a importância dos exames bioquímicos nos bancos de sangue, como eles se dão e a implicação deles na saúde dos pacientes que doam e que recebem sangue.


8 comentários:

  1. Olá Maria Luiza! Queria saber quanto tempo em média leva para ser entregue o resultado ao doador?

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  2. Conforme a portaria nº 1.353 de 13/06/2011,qual regula a atividade de hemoterapia no país, no capítulo I do sangue e seus componentes, diz que: Toda transfusão de sangue traz em si um risco ao receptor, seja imediato ou tardio, devendo, portanto, ser criteriosamente indicada. Por isso que, a transfusão de sangue total segue rigorosas normas para a sua prescrição e administração, desde a necessidade pela transfusão até o estado físico/clínico do paciente. Não podemos esquecer as questões íntimas do receptor, suas convicções, forma de ver a vida.
    Dessa forma, utiliza-se o componente sanguíneo clinicamente indicado para tratar a deficiência específica apresentada (concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco, plasma comum e crioprecipitado) afim de diminuir as reações transfusionais.

    http://www.bancodesangue.com.br/website/content/bancosangue/geral/index.php?idPagina=HOSPITAL_LEGISLACAO&idMenu=MENU_EUSOU_HOSPITAL

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Receber a notícia de um resultado positivo para doença em algum dos testes de triagem com certeza gera um estresse emocional no doador. Em casos de falso positivo, mesmo após o doador saber que não está de fato infectado, ele pode negar-se a doar novamente devido a todo o transtorno psicológico que tal fato lhe causou. Para combater a evasão de doador por motivos semelhantes, já são tomadas algumas medidas. Por exemplo, quando obtém-se resultado duvidoso ou dependente de confirmação, pode-se recorrer a técnicas que utilizam princípios de detecção diferentes antes de alarmar o doador. Além disso, seria interessante analisar a forma como os doadores são informados dos resultados positivos e tornar os casos de falso positivo minimamente traumáticos, fazendo o exame que confirmará ou negará o resultado da forma mais ágil possível. Sabemos que no Brasil há uma grande demanda de doadores, tornar a doação um ato digno e confortável (dentro do possível) é a melhor forma de estimulá-lo.

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  5. A análise laboratorial do material doado é uma fase fundamental para uma correta classificação e "seleção" do material. Apesar de grande parte dos doadores fazerem uma entrevista fiel e transparente na coleta, é inevitável a ocorrência, mesmo que rara, do aparecimento de algum fator patogênico nos exames, que nem mesmo o doador tem conhecimento. A triagem sorológica é indispensável para que não ocorra a contaminação do paciente receptor que pode mais piorar do que resolver o problema deste.

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  6. Olá Maria Luiza, acho de grande importancia levar ao conhecimento de cada doador a possibilidade de ocorrer um teste falso negativo ou falso positivo. Pois assim, poderá evitar-se constragimentos e(ou) preocupações antecipadas, como a Marianny disse, futuras doações poderão ser comprometidas devido ao estresse causado.

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  7. Tema que realmente merece um destaque especial é a politica adotada de que para receber uma bolsa de sangue, voce deve conseguir pelo menos dois doadores, entretanto, em quais situações isso pode ser ignorado? Afinal, se tal medida fosse seguida a risca, nao veriamos com tamanha frequencia o hemopi fazendo campanhas devido a escassez nos bancos de sangue da instituição?

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  8. A triagem sanguínea é de extrema importância, pois inúmeras doenças podem ser transmitidas por transfusão de sangue. Esses exames que antecedem a disponibilização do sangue para a transfusão minimizam os erros ou falhas das entrevistas, onde em algumas doenças podem estar em fase de incubação ou latentes e seu portador pode nem mesmo sabe que está contaminado.

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