Após todas essas postagens sobre os testes realizados no bancos de sangue com suas devidas aplicações, não poderia deixar de ressaltar a importância da doação responsável de sangue para saúde pública. Para isso, tentarei informá-los ao máximo sobre quais procedimentos devem ser tomados para doação, bem como seus pré-requisitos e consequências.
Todas essas informações podem ser encontradas no link que segue: http://www.hemobanco.com.br/sangue.htm
No entanto, na postagem focarei no que acontece com o sangue doado.
O que acontece com o sangue doado?
Após a sua doação seu sangue será encaminhado para o setor de fracionamento, onde será dividido em seus diversos componentes como: as Hemácias, o Plasma, as Plaquetas ou o Crioprecipitado. As amostras de sangue, coletadas também no momento da doação, serão encaminhadas para a realização dos exames exigidos por lei. São os exames Imunohematológicos, que é a Tipagem ABO e o fator Rh e também, a pesquisa de hemoglobinas anômalas. E os exames Sorológicos, a fim de evitar a transmissão de doenças através do sangue. Os exames de pesquisa de doenças infecciosas realizados são: AIDS,Hepatites B e C, Chagas, Sífilis, HTLV I e II.
O sangue que apresentar resultados sorológicos negativos será devidamente etiquetado e liberado para distribuição e transfusão. O que apresentar algum problema será descartado e o doador será chamado e receberá as orientações cabíveis necessárias.
Obrigada!!
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ResponderExcluirEm uma única doação é possível salvar até quatro vidas. Além disso, doar sangue é um ato simples, tranquilo e seguro que não provoca risco ou prejuízo à saúde. Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente pelo menos duas vezes ao ano, os Hemocentros teriam Hemocomponentes suficiente para atender toda população.
ResponderExcluirO fator Rh foi descoberto em 1940, depois dos estudos de dois pesquisadores. Foi retirado o sangue de um macaco e injetado em cobaias. Após a pesquisa, foi concluído que, ao injetar o sangue do macaco, o organismo das cobaias reagia produzindo anticorpos, pois aquele sangue era uma substância desconhecida pelo organismo. Os anticorpos produzidos foram denominados de anti-Rh, pois no sangue do macaco havia um antígeno denominado fator Rh. Cerca de 85% das pessoas possuem o fator Rh nas hemácias, sendo por isso chamados de Rh+ (Rh positivos). Os 15% restantes que não o possuem são chamados de Rh- (Rh negativos).
ResponderExcluirÉ importante conhecer o tipo sanguíneo em relação ao sistema Rh, pois também nesse caso podem ocorrer reações de incompatibilidade em transfusões de sangue. Um indivíduo Rh negativo só deve receber transfusão de sangue Rh negativo. Caso receba sangue Rh positivo, ocorrerá a sensibilização e a formação de anticorpos Anti-Rh.
http://www.institutohoc.com.br/historia/historiadatransfusaodesangue
Aproveitando o assunto, acho interessante trazer até aqui as recomendações e requisitos para uma doação de sangue feita de forma responsável propostas pelo INCA:
ResponderExcluirOrientações para doadores de sangue
Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.
O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
- pesar mais de 50 Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.
Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis
Cirurgias e prazos de impedimentos
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária
Intervalos para doação
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)
Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.
Os pacientes que necessitam de transfusão podem contar somente com a solidariedade de pessoas, que têm o privilégio de ser saudáveis e que se dispõem a DOAR O SEU SANGUE, através de um ato de amor ao próximo.
ResponderExcluirEm muitos casos, a transfusão de sangue é a única esperança de vida.
Inúmeras doenças podem ser transmitidas pelo sangue e esta é uma razão pela qual se realiza a triagem clínica dos candidatos à doação de sangue. Infelizmente, não existem exames capazes de detectar doenças infecciosas imediatamente após a contaminação. Para cada tipo de doença é necessário que se passe um tempo específico para que os exames se tornem positivos. Este período é conhecido como “janela imunológica”. Algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem também ser transmitidas pelo sangue durante uma transfusão. É por esta razão que o profissional de saúde triagista faz algumas perguntas de caráter pessoal e íntimo. A transfusão de sangue, se realizada seguindo todos os cuidados e normas técnicas, é uma terapia segura e que pode salvar vidas. Entretanto, para doar sangue é preciso, além de solidariedade, ter responsabilidade e compromisso com a vida de outras pessoas.
ResponderExcluirFonte: http://www.hemominas.mg.gov.br/
Toda a prática da doação e na administração dos elementos do sangue colhido tem seus riscos devido as reações adversas. Essas reações podem ocorre no momento da transfusão ou após à curto ou longo prazo. Podem ser imediatas (até 24 horas da transfusão) ou tardias (após 24 horas da transfusão), imunológicas e não-imunológicas. A conduta que deve ser tomada nessas situações são as seguintes:
ResponderExcluirInterromper imediatamente a transfusão e comunicar o médico responsável pela transfusão; Manter acesso venoso com solução salina a 0,9%; Verificar sinais vitais e observar o estado cardiorrespiratório; Verificar todos os registros, formulários e identificação do receptor. Verificar à beira do leito, se o hemocomponente foi corretamente administrado ao paciente desejado; Avaliar se ocorreu a reação e classificá-la, a fim de adequar a conduta específica; Manter o equipo e a bolsa intactos e encaminhar este material ao serviço de hemoterapia; Avaliar a possibilidade de reação hemolítica, TRALI, anafilaxia, e sepse relacionada à transfusão, situações nas quais são necessárias condutas de urgência; Se existir a possibilidade de algumas destas reações supracitadas, coletar e enviar uma amostra pós-transfusional junto com a bolsa e os equipos (garantir a não-contaminação dos equipos) ao serviço de hemoterapia, assim como amostra de sangue e/ou urina para o laboratório clinico quando indicado pelo médico; Registrar as ações no prontuário do paciente.
NOTA 1: As amostras devem ser colhidas preferencialmente de outro acesso que não aquele utilizado para a transfusão.
NOTA 2: Em casos de reação urticariforme ou sobrecarga circulatória, não é necessária a coleta de amostra pós transfusional.
No entanto, para cada elemento transfundido há uma possível reação e cuidados para serem tomados.
http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/clin/hemo.asp
Para muitos aspectos importantes da prática transfusional não há uma base firme de evidência empírica que identifique o processo ou o tratamento mais eficazes. Idealmente deveriam resultar de ensaios clínicos, bem conduzidos, aleatórios e controlados. Como consequência, muitos dos procedimentos aceitos e das guidelines para a transfusão são baseados na informação mais disponível e evidente, como estudos de observação, casos clínicos ou consensos. Uma extensa base de dados de ensaios clínicos e revisões sistemáticas baseada na evidência relacionada com a transfusão poderá ser encontrada em www.transfusionguidelines.org.uk.
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