O teste de ELISA (do inglês Enzyme
Linked ImmunonoSorbent Assay)
baseia-se em reações antígeno-anticorpo detectáveis por meio de reações
enzimáticas (teste imunoenzimático). É, atualmente, o teste mais utilizado nos
bancos de sangue para detectar doenças.
A enzima mais comumente usada nesta prova é a peroxidase, responsável por
catalisar a reação de desdobramento da água oxigenada (H2O2)
em H2O mais O2.
O teste de ELISA é responsável pela detecção de diferentes doenças
infecciosas, uma vez que a maioria dos agentes patológicos leva à
produção de imunoglobulinas. Também pode ser utilizado no diagnóstico de
doenças auto-imunes ou alergias.
Este método de diagnóstico é o de eleição para a detecção do vírus HIV.
Estes testes até a sua terceira geração só detectavam a presença de anticorpos
(IgG e IgM) três ou quatro semanas após o contato. Todavia, os testes de quarta
geração já detectam tanto anticorpos quanto um dos antígenos do HIV, a proteína
p24, fato esse que reduziu sensivelmente o período de janela imunológica,
podendo chegar a apenas duas semanas.
Entretanto, há alguns anos, países desenvolvidos e alguns países em desenvolvimento, como o Brasil, utilizam técnicas de
biologia molecular para detecção de ácidos nucléicos (NAT) de agentes
patogênicos transmissíveis por transfusão, principalmente para o HIV e HCV, como já foi explicado em publicação anterior.
O NAT (Teste de Ácido Nucléico) reduz o tempo
de detecção do HIV para cerca de 6 a 10 dias e do HCV para 20 dias comparado
com o grande tempo que se leva para detecção dos agentes pelo teste ELISA. A
diferença entre os dois testes é que o NAT investiga o material genético do
vírus, enquanto o ELISA verifica a presença de anticorpos contra o vírus no
organismo. A vantagem do NAT é que ele encurta a janela imunológica, ou seja,
período em que o vírus permanece indetectável em um indivíduo.
Referência: http://www.biomedicinapadrao.com/2011/10/nucleic-acid-technologies-nat.html
Até a próxima publicação!!
O teste elisa é um teste enzimàtico utilizado para detectar um antígeno ou anticorpo específico em fluidos corporais. Une a especificidade de uma reação enzimática, uma ligação antígeno-anticorpo, permitindo assim a detecção de de quantidades mínimas de uma substância em particular antígeno ou anticorpo. Essa união leva ao desenvolvimento de coloração, evidenciando a reação positiva.
ResponderExcluirQuando o sistema imunológico do corpo encontra um antígeno específico (por exemplo, uma proteína característica na superfície de um vírus ou bactéria), os anticorpos que são específicos para o antígeno interceptam-no com uma ligação física a ele em uma "chave e fechadura", neutralizando assim o antígeno.Para avaliar a presença de um antígeno específico, em uma amostra, um "teste de ELISA" pode ser realizado da seguinte maneira: Uma solução de anticorpo, que é específico (isto é, tem reconhecimento exclusivo) ao antígeno putativo, é imobilizado em uma superfície sólida em um poço de uma placa de microtitulação. É aplicado em seguida à amostra a ser analisada condições que permitam o antígeno ligar-se aos anticorpos imobilizados específicos. O material não ligado é lavado, e o antígeno ligado é reconhecida mais uma vez em condições de ligação com a adição de uma solução de um segundo anticorpo específico para o mesmo antígeno, que desta vez é acoplado ou ligados a uma enzima que catalisa a conversão de seu substrato a uma forma detectáveis e possivelmente quantificável.
ResponderExcluirExistem várias outras ferramentas que devem ser utilizadas em paralelo ao NAT. Uma delas é a aplicação de boas práticas laboratoriais nos testes ELISA utilizada rotineiramente na triagem de doadores. E para diminuir ainda mais o risco residual de transmissão de HIV por transfusão sanguínea, além da introdução do exame, é preciso educar as pessoas a não procurarem os bancos de sangue para teste logo após comportamentos de risco.
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ResponderExcluirCreio que seja interessante tanto o NAT quanto o teste ELISA pois apesar da vantagem da rapidez que aquele oferece, este é mais amplo e pode detectar mais afeccoes no sangue do doador. Assim, ambos, juntos, oferecem vantagens extras a transfusão sanguínea.
ResponderExcluirCandidato à doação de sangue, submetido a exames sorológicos e teste NAT.
ResponderExcluirEm uma primeira etapa de exames, o paciente apresentou resultados negativos em testes sorológicos, enquanto que no teste NAT o resultado foi reativo para HIV. Após um período de 12 dias, o paciente foi convocado para fornecer nova amostra para a repetição dos testes, já que sua história clínica era aparentemente incompatível com os resultados obtidos anteriormente. Não se tinha informações do paciente sobre o acontecimento de uma relação homossexual entre o período de suas três doações anteriores e à tentativa atual de doação.
Desta forma, os resultados obtido com esta nova amostra apresentaram agora reatividade em teste combinado Ag/Ac contra o vísrus HIV por técnica de EIE (enzima imuno ensaio) e não reatividade no teste de pesquisa isolada de anticorpos contra o vírus HIV.
Após uma semana, coletou-se uma terceira amostra para confirmação dos resultados, em que todos os testes se mostraram reativos
Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-84842008000400018&script=sci_arttext
A questão do período da Janela Imunológica em que o vírus do HIV permanece indetectado, ainda que diminuido pelo teste NAT (teste já obrigatório, desde fevereiro desse ano), ainda apresenta-se como um risco para o aproveitamento de bolsas de sangue e transfusões sanguíneas, desse modo, políticas de conscientização deveriam ser elaboradas para que individuos com práticas de risco (compartilhamento de seringas, prática sexual sem devida proteção e com parceiros aleatórios, etc) evitassem a doação em casos de atividade de risco recentes (com menos de 30 dias).
ResponderExcluirQuanto se ganha na agilidade do teste ELISA? O custo de sua implementação e manutenção paga seus benefícios?
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